domingo, 8 de fevereiro de 2015

RECONHECER PLENAMENTE





Atentar-se para os cinco sentidos e para os quatro elementos é descobri-los como presentes divinos.

Há pessoas que se martirizam carregando uma cruz em busca da exaustão física, para que, nesse estado angustiante, a sensibilidade se manifeste. Ou então, se privam da alimentação, exaurindo-se até a debilitação física para que o corpo, na ânsia de vida,  manifeste a sensibilidade.

Mas é possível desfrutar dessa sensibilidade num corpo saudável, pois ela está sempre presente.

Para isso, basta superar, interiormente, o que está estabelecido como certo e errado, e buscar a verdade, em acordo com a própria natureza, respeitando o outro.

Esse respeito se sustenta em amar o outro como a si mesmo. Nessa vivência, não é necessário abdicar de nada, trabalho ou religião, para o encontro com Deus.

Quando você vai ao encontro da sua própria natureza, Deus lhe oferece tudo o que vem buscando.

Atualmente, a humanidade oferece muitas possibilidades para a busca do prazer. O mundo está estruturado para cativar a mente com as ofertas de prazer. Tudo o que é oferecido é bom e você merece ter.

Entretanto, se você tem consciência de sua natureza, serve-se do que é oferecido pela humanidade com o dobro do prazer. Você não só assistirá ao programa de televisão, como também reconhecerá o trabalho realizado para a transmissão.

Você se autocura reconhecendo e entendendo que possui um corpo físico, sente emoção e tem um corpo mental.

Usufrua plenamente de toda essa capacidade, favorecendo a si nessa experiência terrena.


Texto extraído do livro:  Talentos.




domingo, 1 de fevereiro de 2015

COOPERAÇÃO



A riqueza espiritual não está além de nós, não é nada a ser conquistado, está em todas as manifestações.

Porém, nós fomos condicionados a ser amados, nunca nos foi ensinado a amar.

Hoje, todos sabem dos direitos, mas poucos sabem dos deveres.  Lembre-se: os seus direitos estão no cumprimento dos seus deveres. O que parece ser um quadro de submissão, de escravidão, é, de fato, a disciplina da qual fugimos. 

Sustentar essa disciplina, é ter consciência de que você tem todos os direitos, que pode tudo, mas que nem tudo é lícito.

Então, nós vivemos num mundo de competitividade, mas não somos seres competitivos. O animal, sim. O ser humano é cooperativo.

Numa enchente, por exemplo, o rico e o pobre se unem dentro de um barco para salvar uma pessoa que está prestes a morrer afogada, sem perguntar o nome e o endereço, pois o objetivo naquele momento é salvar uma vida.

Infelizmente, nós encontramos essa cooperação apenas na tragédia, e não na bonança.

Certamente ainda chegaremos a essa compreensão, quando as coisas tornarem-se tão difíceis, que será necessário dividir o pouco que temos. Assim, iremos aprender a compartilhar. 

Texto extraído do livro: Virtudes.






domingo, 25 de janeiro de 2015

UM VENENO CHAMADO RANCOR



O rancor é uma punição.

Quem sente rancor, cheira mal, e existem espíritos que não são evoluídos e se alimentam desse odor.  Se não existissem estes espíritos, estaríamos em dificuldades.

Porque os chamados espíritos que se alimentam de rancor, são verdadeiros faxineiros, mas não cheiram bem, ainda que tenham essa função.

O sentimento de rancor é resultado da combinação do ódio, da raiva, da angústia, da tristeza, da inveja e do desespero.

E isso tem odor ruim. Há um hálito mental, e existem espíritos que ficam à procura disso.

Esse hálito mental é gerado em nosso  cérebro que é constituído de neurônios, é eletromagnético, pulsa.

Você altera a química do cérebro, através dos seus sentimentos, porque o sentir é químico.

Quando você fala, manifestando o seu sentimento, ocorre uma mudança química e o sentir muda.

Não é preciso ter uma catarse, mas supere esse rancor, confesse que está mal.

E fale o que quiser, mas fale, extravase.

Deus sabe de tudo e nem por isso interfere na sua vida. Você precisa bater à porta e pedir ajuda. Isso não é humilhação.


Texto extraído do livro: DONS.



domingo, 18 de janeiro de 2015

SER VERDADEIRO




O grande problema do ser humano é querer ser reconhecido e, uma forma contundente deste reconhecimento, chama-se hipocrisia.

Você está sendo falso quando faz um elogio que não é verdadeiro. Agora, se você tem necessidade disso, irá continuar “sem sair do lugar” e vai passar uma vida inteira sofrendo.

Há pessoas que precisam ser reconhecidas no sofrimento; se você elogiar uma pessoa que trabalha muito, admirando sua luta, seu esforço, e ela se sentir bem com o elogio, perde todos os créditos. O ego é terrível.

Na verdade, ninguém tem moral para criticar o outro. O que estabelece a diferença é ser coerente consigo mesmo, com o que você sente. Não quer dizer que você vai sair agredindo e magoando as pessoas, mas seja sincero com o outro, não faça comentário hipócrita.

Se tiver que falar, fale de você e de sua experiência, daquilo que você viveu. Você pode até agredir ou ofender o outro, mas este é seu álibi.

Tendo isso como o alicerce de sua fala, você sai ileso. Para viver bem e conviver, você vivencia um festival de reconhecimento, assim sendo, ninguém cresce.

Você tem a liberdade de pensar o que quiser, essa liberdade é sua. Entretanto você não tem o direito de criticar.

Você está envolvido em situações que só lhe fazem mal, porque você quer o reconhecimento. Observe que o reconhecimento não é da sua família, ela vem sempre de alguém que não conhece os seus defeitos.

Os familiares denunciam os seus defeitos, porque sabem tudo de você e por amor acabam lhe expondo.

São os únicos que lhe fazem crescer porque conhecem a sua história.



Texto extraído do livro: Elementos.

domingo, 11 de janeiro de 2015

OBSERVE SEUS PENSAMENTOS




Quando encarnados na Terra, nos alimentamos das energias contidas nos alimentos.
O plano espiritual também se alimenta de energia. São energias sutis e não sutis, nem boas e nem ruins, são estados de energias.

Na Terra você se alimenta de um reino inferior: dos animais e dos vegetais. Para o plano espiritual, o ser humano é o reino inferior e ele também se alimenta das energias produzidas através do pensamento.

No plano espiritual, os alimentos sutis e não sutis são produzidos pela mente humana.
Você vive isso quando se sente bem, com os prazeres do vício. Há uma falsa sensação de bem estar quando se usa droga ou bebida alcóolicas. Quando a experiência termina, você tem a sensação de que não é correto, mas estando nela, é muito prazeroso. Se não fosse assim as pessoas não permaneceriam na experiência.

A dependência química é administrada; uma vez que você goste, será aliciado por “alguém”, assim como quem planta um vegetal ou cuida de um animal, para que possa usufruir deles.

Toda forma de sentimento que você esparge na maioria das vezes em seus pensamentos precisa ser limpa.

Se você tirar os urubus da cadeia evolutiva, observará que a vida na terra perecerá, pois ele é um faxineiro, limpa o planeta. Algumas dezenas de urubus em pouco tempo comem uma vaca e deixam somente os ossos. Agora, se um animal em estado de decomposição for jogado dentro de um rio, sua água contaminada prejudicará todas as pessoas que se abastecerem dele.

Quando uma pessoa está tomada por um processo psico-obssessivo, inconsciente de si mesma, ainda que seja um estado degradante, está na verdade sendo cuidada pelos seus obsessores.

Então tome consciência de você mesmo, para que não seja, através dos seus pensamentos, alimento para produção de energias. Ou então, para que não seja aliciado por grupos, situações ou pessoas a serviço de produção de energias.

Até que você não aprenda a reciclar o seu próprio lixo, suas energias, os “urubus” existentes em outros planos farão por você.

Os urubus sabem que existe alimento em decomposição pelo odor. Então defenda o seu hálito mental, os seus pensamentos. Você poderá se valer de suas próprias forças, e ser auxiliado por si mesmo, ou por aqueles que sabem cultivar boas energias.


Texto extraído do livro: Equilíbrio.




domingo, 28 de dezembro de 2014

AMOR VERDADEIRO




O verdadeiro Amor na Terra pode ser reconhecido naquele que se entregou para a libertação do outro. E não naquele que aprisiona o outro, em nome do amor, sustentado na posse.

Essa felicidade, ainda que você a tenha experimentado, no entanto, não é verdadeira, e se repete, em nome do amor, tragédias nos dias de hoje.

Ninguém é dono de ninguém.

Aposse-se de si e viva verdadeiramente. Cuide dos que dependem de você, não com a responsabilidade de resolver o problema deles, mas dando sustentação para que possam ser úteis e, também, decidir se querem ou não ficar a seu lado.

Foi assim que  Cristo, Gandhi, Krishna, Buda, Maomé, Irmã Dulce, Frei Damião, São Francisco de Assis e Chico Xavier fizeram.

Do contrário, acaba sem viver sua própria experiência, num mundo ilusório, repleto de fantasias, sem conseguir compreender a responsabilidade do que é, de fato, auxiliar o próximo.


Observe o testemunho que você está dando e qual está sendo o seu exercício de compaixão e amor.

Texto extraído do livro: Talentos


domingo, 21 de dezembro de 2014

A COLHEITA É OBRIGATÓRIA



Na vida terrena, o tempo é registrado no corpo físico, o qual tem começo, meio e fim. Porém, o ser que o anima está fora desse tempo físico, está no futuro.

Imagine o que você deseja ser daqui a dez anos e considere: você é o resultado do que imaginou e buscou ser há dez anos atrás.

Não existe mágica para resolver problemas. É preciso plantar hoje, para colher amanhã.

Da sua colheita, você quer compartilhar apenas os problemas, mas as bênçãos ou os direitos, você quer só para si. Se as coisas estão ruins, é a colheita do que você plantou no passado.

Para melhorar, basta você plantar alguma coisa boa, hoje.  Porém, isso não se resolve assim, de uma hora para outra, demanda tempo. O plantar é livre, você pode plantar o que quiser na vida, porém a colheita é obrigatória. Esse é um item moral e ético na relação com a natureza.

Não se preocupe, entretanto, se não der tempo de você resolver nessa experiência: há alguns comprometimentos ou algumas colheitas que perduram por muito tempo. É preciso entender que Deus não tenta ninguém, apenas testa.


Texto extraído do livro: Virtudes.