domingo, 31 de agosto de 2014

O VALOR DE UMA ENCARNAÇÃO



Anima este corpo um princípio inteligente, uma centelha divina, num processo de busca de uma consciência de si mesmo. 

Deus tenta prorrogar sua permanência na condição humana o maior tempo possível, para o seu maior aprimoramento espiritual, para consciência de si mesmo.

Essa experiência, apesar de você estar cansado de si mesmo, é muito cara, muito rara.

Por exemplo: um vestibular muito concorrido tem cem pessoas por vaga. Para encarnar na Terra, há um milhão por vaga. 

O aproveitamento, então por parte do que anima este corpo, deve ser o maior possível, sem tirar o seu livre-arbítrio, o qual faz parte da condição humana.

Texto extraído do livro: Dons.


domingo, 24 de agosto de 2014

FELICIDADE




Seus sentidos, quando exercitados, são um verdadeiro parque de diversões, porque causam uma enorme felicidade. No entanto, ver alguém, ouvir um som, sentir um cheiro ou um gosto parece uma condição. Como é comum e natural a toda espécie humana, parece banal.
Para organizar a mente e se tornar inteligente com sabedoria é preciso ser um observador dos seus sentidos. É um quadro em que tudo muda: passa-se a ver, ouvir e sentir melhor o gosto ou o cheiro. Não há outra forma para ser verdadeiramente feliz.Se for capaz de reunir mais de um sentido, será levado à experiência ímpar de sentir-se. Assim, tomará posse de si mesmo e tornar-se-á seu único dono.
A cada dia um novo presente. As hostes celestes trabalham diuturnamente criando todas as condições possíveis e imagináveis para que você possa ser feliz. Uma pessoa feliz, boa e segura de si mesma é destemida e acredita que vale a pena viver. Você está aqui para isso. Trilhe o caminho da felicidade e você será feliz, porque tudo o mais lhe será acrescentado.
A única coisa que se pode oferecer a uma criança é fazê-la feliz. Enquanto pequena, entende muito pouco, mas é capaz de sentir a felicidade. Agora, se você quiser que ela aprenda a fazer os outros felizes, deverá oferecer essa felicidade a todos os que estiverem à sua volta.
Um ser humano começa, enquanto criança, a aprender que o seu avô é melhor que o avô do outro, que o seu pai é melhor que o pai do outro. Um
aprendizado que norteará a sua vida. Então, dedicar atenção, cuidados e oferecer felicidade a todas as crianças que convivem com as suas, faz com que
aprendam, desde cedo, a ser melhores. Não basta “ser bom” apenas com as suas; há que se lembrar de todas as outras. Esse é o grande aprendizado:
estender seus cuidados e fazer a todos felizes, principalmente os inocentes. Lamentavelmente, raras são as pessoas com essa formação.
A felicidade não é individual; ela só existe quando é coletiva. Um exemplo clássico é que você pode ter todo o dinheiro do mundo, mas não sente prazer algum comendo sozinho uma maçã; não tem a menor graça.
A infelicidade é campo minado para todos os males e quando estes se instalam, tudo o que se quer é ser feliz, almejando a melhora e idealizando planos de felicidade para quando a cura vier.
Uma das causas de infelicidade profunda é o consumismo desenfreado. A pessoa compra de tudo, inclusive objetos repetidos que não usa, mas se sente feliz em ter. Assume dívidas que não consegue honrar, se perde e se desmoraliza com a inclusão do seu nome no rol de maus pagadores. Pobre ou rico, não importa. Sem controle, ambos estão sujeitos à mesma desmoralização.
Por outro lado, experimente fazer uma simples comparação: basta pegar seu carro num final de semana e passear por um bairro nobre e depois por
um bairro pobre, da periferia. Quem é mais feliz? O rico, em sua mansão, vive enclausurado, enquanto o pobre, com ou sem quintal, está sempre em festa,
fazendo churrasco, dançando, bebendo. É capaz até de lhe convidar para entrar.
Só alcança a felicidade quem é livre. Se você não se sente livre é porque prendeu alguém ou aprisionou alguma coisa. Um dos maiores equívocos
humanos é sentir-se dono do outro. É terrível e nunca dá certo.
O que deveria lhe prender é a responsabilidade. Quando se fala em liberdade a mente humana nos remete à libertinagem, o que é muito diferente. Uma pessoa absolutamente livre é prisioneira, por comprometimento, de todas as responsabilidades do mundo sem que ninguém precise cobrá-la.
Texto extraído do livro Revelações 4.



domingo, 17 de agosto de 2014

ATO SAGRADO



Cristo, no último encontro com os apóstolos, celebrou os elementos, na representação do pão e do vinho. Ele assim o fez, para que pudessem se lembrar Dele.

Ainda hoje, guardamos a lembrança das pessoas que participaram conosco de confraternizações, festas de final de ano...

O ato de comer é uma das ações mais puras do estado de emoção; e sempre fica registrado.

Cristo sabia disso e proferiu: “Fazei isso em Minha memória”.

O advento do pão tornou as pessoas mais humanas; deixaram de ser tão bárbaras.

Mas, atualmente, houve uma fragmentação dessa experiência do alimentar-se. Realiza-se esse ato assistindo à televisão.

Porém, a formação espiritual de cada um depende muito de alguns valores, como o da importância de celebrar o alimento, a reunião familiar, o agradecimento pela fartura.

Antigamente, o ato de se alimentar era algo divino, por isso era necessário realizar um jejum antes de receber a alimentação sagrada.

Alcançar o valor dessa atitude de receber o alimento como algo sagrado, leva-nos a ascensão espiritual.


Texto extraído do livro: Amor.




                                               

domingo, 10 de agosto de 2014

PENSAR COM O CORAÇÃO



Para alcançar o corpo espiritual é preciso compreender o corpo mental; este necessita da compreensão do corpo emocional. Equilibrado na emoção, preserva-se o corpo físico. Todo ser humano anima esses quatro corpos.

Na Terra, as provas experimentadas em cada vivência demonstram se houve ou não superação emocional.

Quando apresenta-se desequilibrado emocionalmente, não se é capaz de fazer nada, ainda que o saiba.

O preparo para a superação dessas provas na vida é, simplesmente, pensar com o coração.

Avalie que através de sua mente, você consegue compreender os paradigmas filosóficos. Entretanto, compreender avatares como Jesus Cristo, Buda, Madre Tereza, só é possível pelo coração.

Sinta e emane o amor pela sua fala, pois é impossível falar do amor sem senti-lo.

Para tornar-se um curador de si mesmo, é necessário se amar. Dessa forma, se autocura conforme adquire seu equilíbrio.

Obtendo o controle de sua mente, você vislumbra o corpo espiritual. Esse equilíbrio emocional é atingido quando você toma posse de si, reconhecendo, pelo sentir, todo o seu corpo físico.

Ocupado consigo mesmo, dificilmente, será levado pelas programações mentais. Estas programações ficam registradas na aura, por manchas hipnóticas. Por exemplo, não conseguir deixar de assistir o próximo capítulo da novela.

Isso acontece também com a conta bancária; com medo da falta e pela garantia.

Contudo, para adquirir os bens necessários e ficar tranqüilo, é preciso passar nas provas. Essa lei é imutável.

Acredite em você e ame-se; há alguém zelando por você.

Texto extraído do livro Talentos.





segunda-feira, 4 de agosto de 2014

O TEMPO NA VIDA



Todo ser humano deveria ocupar o seu dia da seguinte forma: seis horas para trabalhar, para o próprio sustento; seis horas para cuidar de si, tomar banho, escovar os dentes, cabelos, preparar a alimentação; seis horas para dormir, descansar; e seis horas para dedicar a Deus.

A maioria das pessoas  pode pensar que não tem tempo para nada.

Contudo se você não fizer isso, entra em desequilíbrio.

O fato de você estar trabalhando doze horas por dia, não vai deixá-lo mais rico. Muito pelo contrário. O dinheiro que, supostamente, você está ganhando, vai gastar com remédio. E isso você não precisa de muita consciência para compreender.

Só o tempo diz isso para você.

O tempo tem o valor do uso que você faz dele. 

Observe como você está usando o seu tempo, e se o está dedicando a Deus.

Você já perdeu muito tempo na vida, é preciso mudar para um melhor aproveitamento.

Texto extraído do livro:Dons.

domingo, 27 de julho de 2014

MÃE TERRA



Aproxima-se do Pai aquele que se ajoelha e se curva diante da Grande Mãe, a Terra. Ajoelhar-se e curvar-se sobre a terra é um ato de reverência, de profundo respeito às coisas sagradas. Uma boa colheita deve ser precedida de um plantio consciente.

Quando os colonizadores chegaram ao Brasil, por aqui encontraram uma população nativa, os índios. No processo de desenvolvimento econômico, o país utilizou-se, em larga escala, da mão-de-obra escrava dos negros. Os índios foram exterminados e os negros explorados. Ambos trabalhavam na terra, ajoelhavam-se e curvavam-se sobre a Grande Mãe Terra e aproximaram-se por muito tempo do Pai, do divino, na medida em que cultivavam o solo sagrado. 

Os índios desenvolveram uma íntima relação com as coisas da natureza. Sabiam sobre as ervas, eram curadores. Recebiam dos deuses sagrados a proteção, a intuição. Tinham sabedoria.

Os negros, judiados e explorados, trabalhavam cantando. Cuidaram do solo sagrado independentemente do que estava por vir. Dignos, elevaram-se.

Com a alforria, a fim de que alcançassem o sustento mínimo necessário à nova vida que recebiam, merecedores seriam de parte das terras nas quais trabalharam incansavelmente por anos a fio, o que nunca ocorreu. A Lei Áurea, herdada da “nova Europa industrializada”, pôs fim à escravatura, mas gerou profunda revolta nos donos dos escravos, que inconformados, exigiram que os negros fossem excluídos, abandonados à própria sorte e que jamais 
recebessem qualquer palmo de terra. 

Assim foi feito. Toda a terra a ser cultivada no Brasil foi entregue aos imigrantes italianos, portugueses, espanhóis, japoneses, letos, austríacos, que aqui chegaram fugindo da guerra. Somos, portanto, herdeiros dessas terras, pois esses 
imigrantes são nossos avós, bisavós, enfim, nossos ancestrais.

Instalou-se, naquele momento da história, uma incontestável dívida. Aqueles que faziam jus ao solo sagrado, os negros, foram impedidos de continuar a sua lida.

Indo mais além, é possível observar que esta dívida é ainda maior. Antes mesmo dos negros e dos índios, antes que se iniciasse a domesticação das culturas, tudo já existia. O que temos hoje, em forma de horta, nos primórdios colhia-se na mata. É quase inconcebível imaginar que alface crescia em meio a tantas plantas e árvores e que somente passou a ser 
cultivada em canteiros a partir da observação do seu comportamento. Mas é fato que tudo estava pronto para receber o homem; qualquer homem, de qualquer parte do planeta. De forma equânime, a Mãe Terra se doou aos seus filhos.

Se hoje necessário se faz falar em resgate ao invés de preservação, para os indivíduos conscientes deveria ser motivo de desonra. A riqueza que nos foi dada transformou-se na nossa maior pobreza: a pobreza espiritual de não enxergar, de não agradecer permanentemente, de não cultivar o alimento hoje para consumi-lo depois de um ciclo.

Se nossa vida dependesse daquilo que plantamos, fatalmente não estaríamos vivos. Planta-se alface hoje para consumi-la após quarenta dias, em média. Sempre foi assim. Ora, quem cuidou, portanto, de você todo esse tempo? Ainda que trabalhe e compre seu alimento 
no supermercado, não foi você quem plantou. Mas e quando a vida dependia exclusivamente do plantar e colher? E quando nem ao menos se sabia da existência de técnicas de plantio e colheita, lá nos primórdios? Era preciso sair em busca de frutas e alimentos encontrados na mata.

O que está domesticado em forma de horticultura, fruticultura e olericultura não é uma invenção do homem. Ele apenas aprendeu a observar e a reproduzir. Antes dele tudo já estava criado, porque alguém se antecipou; alguém proveu e continua provendo. Esse alguém é a Grande Mãe Terra. 

Não compreender essa relação com a natureza, com o divino, reflete uma inconsciência típica das crianças. Mas pelas crianças sempre há quem faça! Esse é justamente o ponto: somos verdadeiras crianças sendo permanentemente cuidadas não por nossas mães biológicas, mas pela Mãe Natureza, sem sabermos o quanto tudo é caro.

Entender o plantio e a colheita num aspecto mais sublime, para lhe ser útil em termos de saúde, requer uma consciência que o leva a um aprimoramento moral. Há que se resgatar a terra para que a dívida seja paga; a dívida com o amor.

Texto extraído do livro: Revelações 4.



domingo, 20 de julho de 2014

LIBERDADE




Você já é sabedor que está prisioneiro neste corpo, e que não há nada que se possa fazer fora dele. 
O que fazem os presos da cadeia para se libertarem?

O veredicto é de vinte anos, mas têm  alguns recursos como trabalho assistencial, disciplina, que reduzem a pena.

Um outro jeito de se libertar é fugindo. E para fugir se cava um buraco, tenta subornar o carcereiro ou sequestrar alguém.

Da mesma forma, para você alcançar a liberdade pode ser altruísta, ter bom comportamento, prestar algum serviço para a sociedade.

Entretanto, para alcançar a liberdade, você sequestrou alguém.

Você sequestrou seu marido ou sua esposa, seu filho.

Esses personagens, depois de você, têm a obrigação de amá-lo.

Os seus filhos têm que reconhecer o que você fez e faz por eles.

Quando a relação com seu esposo não dá certo, você se separa e foge. 

Quando você conclui que aquele o qual sequestrou não lhe deu a liberdade desejada, você não apenas o abandona, mas penaliza-o por não ter lhe obedecido.


Essas informações que estabelecem consciência, colocadas em prática, o conduzem a ser altruísta e alcançar a liberdade.

Texto extraído do livro: Dons.